quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Sempre gostei do diferente, de quem se basta por si. Em um mundo onde tudo se tornou comum demais, procurar o diferente se tornou minha missão e objetivo. Procuro o detalhe, o que passou despercebido, o que ficou invisível aos olhos. Procuro a agulha no palheiro, o raro, a exceção, o que está entrando em extinção.É engraçado que nós, pessoas observadoras, conseguimos saber tudo sobre alguém que não conhecemos apenas observando suas atitudes. Pessoas que fingem felicidade, pessoas que escondem sentimentos, pessoas que não estão onde queriam estar, pessoas que não conseguem amar, pessoas que não são quem queriam ser. As únicas pessoas que nós observadores não conseguimos ler e decifrar, são os diferentes. Ou então, permita-me dar-lhes um nome que inventei, pessoas abismo. Por que pessoas abismo? Ora, porque não sabemos o que nos espera, mas a vontade que temos é de se jogar de cabeça e torcer para que o paraquedas funcione. As pessoas abismo vivem em seu próprio mundo. São introspectivas. Profundas. Elas também observam. E isso me intriga. Pessoas abismo tem o poder de desnudar a alma apenas com o olhar. Um olhar que provoca. Um olhar que diz "Ei, você é igual a mim! Vamos ser diferentes juntos!''. É o tipo de pessoa que você conhece num dia e já quer ficar ''pra sempre'' no outro. Em meio a tanta normalidade, devemos procurar por algo que instigue. Esquecer o clichê do cara popular que todas querem, ou do mais bonitinho que chama atenção quando chega em algum lugar. Deixa isso lá no Ensino Médio. Devemos ser mais exigentes, entende? Não se contentar com o pouco, ou com o normal. Temos que procurar aquilo que brilha, irradia, queima. Pois só assim conseguiremos vivenciar a experiência que é o amor. Pois o amor não é normal, calmo, e tranquilo. O amor é profundo, misterioso, e causa um frio desconfortável no estômago. Assim como um abismo.
No fundo, somos todos abismos a serem descobertos. Esperando por aquele, único, que vai pular de ponta-cabeça sem medo de se machucar. 
Sempre gostei mais do silêncio do que do barulho. Sempre gostei de estar só com pessoas queridas do que no meio da multidão. Sempre gostei mais do amor do que da paixão. Sempre gostei de fazer aquilo que quero e não o que querem que eu faça. Sempre gostei de ser eu,sem me preocupar com o pensamento dos outros. Quem gosta se aproxima,quem não gosta critica.
- Caio Augusto Leite

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  5. Pessoas retraídas ou voltadas ao seu mundo interior, as vezes, são taxadas de pessoas antipáticas ou antissociais, quando na verdade quem às vê dessa forma, as vê por que não a observou com atenção e detalhamento, logicamente por que não são como ela, caso contrario fossem teriam visto que pessoas retraídas ou tímidas, em media, são as mais observadoras e detalhistas na sociedade. Essas pessoas tendem a selecionar melhor seus amigos, por que são leais a eles e querem lealdade (por isso da seleção); essas pessoas também preferem a harmonia do som ambiente, ao invés da agitação com musica alta; preferem bons livros a simples conversas paralelas sem conteúdo. Sou do tipo que observa mais e exponho menos meus pontos de vista, faço isso sem me preocupar se estou agradando ou não. Assim como eu, as pessoas observadoras não agem como atores, porem sacam rapidamente quem está sendo verdadeiro ou simplesmente atuando para agradar as demais.

    Leandro Tavares dos Santos
    Curitiba, 30 de Junho de 2014

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